Lello apela a medidas para salvar livrarias em carta aberta

Notícias ao Minuto

A administração da Livraria Lello lançou, esta segunda-feira, dia 16 de novembro, uma carta aberta, dirigida aos líderes mundiais para que “tomem medidas excecionais para salvar” as livrarias: “Atrevemo-nos a pedir aos governos de todo o mundo que tomem medidas para salvar estes espaços de sobrevivência intelectual”. 

No manifesto, a emblemática livraria do Porto defende que, tendo o presente contexto de crise mundial, este é o momento no qual “os governos podem fechar para sempre as livrarias, ou saber abri-las às novas formas de vida para combater a pandemia“. 

“É tempo de reconhecer que as cidades precisam das livrarias para se curarem do vírus”, é declarado na missiva.

De acordo com a Livraria Lello, “os governos sábios podem descobrir soluções”, mas caso não sejam tomadas medidas, vaticina-se o “início de um futuro romance distópico: ‘Quando reconquistámos as ruas da cidade já todas as livrarias tinham desaparecido…‘”.

Acreditando que “os verdadeiros estadistas não se limitam ao Twitter”, a livraria portuguesa lembra também que já foram implementadas medidas excepcionais, por alguns governos, que apoiaram de forma eficaz as livrarias em tempos de Covid-19, designadamente, o executivo belga, que “manteve abertas as livrarias durante a quarentena” e a ‘Maire de Paris’, que considerou os livros “bens de primeira necessidade”.

A Livraria Lello deixa ainda um apelo à Unesco, “para que veja o livro como um bem, simultaneamente, de primeira necessidade e um objeto em vias de extinção”.

Por fim, no texto apresentado nesta carta aberta, a livraria evoca a vencedora do Prémio Nobel da Literatura deste ano, a polaca Wislava Szimborska, garantindo que amanhã “não haverá livrarias nas cidades se não percebermos a mensagem” que a escritora deixa: “‘Quando escrevo a palavra futuro, as primeiras sílabas já pertencem ao passado'”. 

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Autor: Notícias ao Minuto